Por: Ana Julia Prates Dorneles e Helana Maciel Araújo
Atualizado em: 19/09/2025
Tempo de leitura: 3 minutos
O setor de bebidas vive um momento de transformação global. Segundo relatórios internacionais como os da IWSR e da Escoffier, cinco tendências vêm moldando o consumo até 2025:
i) a moderação consciente (crescimento de bebidas low/no alcohol)
ii) a expansão em mercados emergentes como Brasil, México e Índia
iii) o aumento do consumo casual em ocasiões descontraídas
iv) a premiunização seletiva (com destaque para cervejas especiais)
v) a transformação dos canais de venda, impulsionados pelo digital.
A percepção do consumidor também está mudando.
Há uma visão crescente de que até o consumo moderado de álcool pode ser prejudicial, o que fortalece a ascensão de produtos alternativos, como destilados sem álcool, RTDs (ready-to-drink), vinhos funcionais e cervejas artesanais “zero”. Além disso, bebidas com foco em bem-estar e funcionalidade – com nootrópicos, adaptógenos e eletrólitos – têm conquistado espaço, mostrando que saúde e experiência podem andar juntas.
Exportação: oportunidade concreta para empresas brasileiras
Nesse cenário, a internacionalização surge como um caminho estratégico para produtores nacionais. Em 2022, o Brasil exportou US$ 193 milhões em bebidas alcoólicas, segundo o Comex Stat. A cerveja liderou com US$ 120 milhões, seguida da cachaça (US$ 20 milhões) e do vinho (US$ 13,7 milhões).
Os números mostram o potencial de crescimento do setor no exterior.
Entre os principais destinos para bebidas brasileiras, se destacam:
- Paraguai: maior comprador no Cone Sul, responsável por 47% das importações de bebidas brasileiras.
- Estados Unidos: mercado premium e em expansão para cachaça, cervejas especiais e bebidas funcionais.
- Bélgica: porta de entrada estratégica para a União Europeia, com tradição cervejeira e demanda por produtos de qualidade.
- Uruguai: consumo fiel e afinidade cultural, ideal para nichos específicos e de alto valor agregado.
No entanto, para atuar no mercado global, é essencial estar regularizado.
O registro especial da Receita Federal é obrigatório para produtores, engarrafadores, cooperativas, atacadistas e importadores, garantindo conformidade fiscal, sanitária e tributária. Além disso, a empresa deve estar registrada no MAPA, possuir instalações adequadas e manter a regularidade fiscal.
Brasil no mapa global das bebidas
O Brasil já ocupa posição de destaque: é o 6º maior mercado de bebidas não alcoólicas e o 3º em bebidas alcoólicas, atrás apenas de China e EUA. A cerveja representa mais de 90% do volume alcoólico consumido internamente. Com esse peso de mercado e a valorização crescente de produtos autênticos, como a cachaça artesanal, o país tem condições de ampliar ainda mais sua presença global.
Conclusão
A combinação de tendências globais, potencial de consumo e oportunidades de exportação cria um cenário fértil para empresas brasileiras do setor de bebidas. Estar atento às transformações, investir em inovação e buscar a regularização adequada são passos fundamentais para conquistar espaço no competitivo mercado internacional.
A F5 Junior se posiciona como uma parceira estratégica nesse processo, oferecendo consultoria especializada para apoiar empresas do setor de bebidas em sua jornada de internacionalização. Quer dar o próximo passo na expansão da sua empresa? Fale com a nossa equipe e vamos construir esse caminho juntos!